Samanta
O vapor do banheiro ainda embaçava minha visão quando girei a chave e abri a porta. A água quente tinha ajudado a lavar parte da adrenalina, mas o cansaço que sobrou era pesado, como se eu tivesse corrido uma maratona emocional. Eu vestia a camisa preta de Lorenzo; o tecido era macio, de um algodão que custava mais do que meu aluguel, e o cheiro dele — aquela mistura de madeira e sândalo — me envolvia de um jeito que eu odiava admitir que era reconfortante. As mangas cobriam minhas mãos