Samanta
O silêncio dentro do carro era tão denso que eu sentia dificuldade para respirar. Lorenzo dirigia como se estivesse em uma missão de guerra, as mãos grandes apertando o volante com uma força que denunciava o vulcão que rugia sob aquela fachada de terno caro e perfume importado. Eu não olhava para ele. Minha visão estava fixa na paisagem borrada da cidade, mas meu cérebro trabalhava em alta velocidade.
Eu fui humilhada. Carregada no ombro como um saco de batatas na frente de policiais,