Lorenzo
Ter Valentina nos meus braços era uma sensação para a qual nenhuma palavra existente em qualquer idioma conseguiria fazer justiça.
O peso leve e morno daquele corpo tão pequeno contra o meu peito fazia com que todas as dores físicas do meu acidente, as cicatrizes no meu corpo e o cansaço dos dias de internação simplesmente desaparecessem. Era como se o mundo inteiro tivesse sido reduzido àquele cômodo e àquele serzinho perfumado que respirava suavemente, enrolado em uma manta cor-de-ros