Samanta
O som da tranca deslizando no metal ecoou no quarto com uma sobriedade quase solene.
Girei nos calcanhares e encarei Lorenzo. Ele permanecia de pé perto do centro do cômodo, tenso, os ombros levemente curvados pela dor dos pontos que ainda cicatrizavam, mas com o olhar fixo em mim, buscando respostas para o abismo de tempo e distância que nos separou.
— Sente-se, por favor — pedi com a voz calma, apontando para a beirada da minha cama. — Você ainda está se recuperando e essa conversa va