Lorenzo
Eu estava encarando os documentos sobre a minha mesa sem realmente absorver uma única linha do que estava escrito. O escritório da Safetech parecia cada vez mais sufocante. A vida continuava girando lá fora, os negócios exigiam minha atenção, mas por dentro eu era um homem fragmentado, vivendo apenas em função de um fantasma.
O toque estridente do celular interrompeu o silêncio denso da sala. Atendi no primeiro toque, sem hesitar.
— Diga que tem algo, David.
— Lorenzo, preciso conversar