Lorenzo
Quatro meses.
Quatro meses infernais, arrastados, onde cada segundo parecia pesar uma tonelada sobre o meu peito. Quatro meses e nem a sombra de Samanta.
Passei a mão pelo rosto, sentindo a exaustão acumulada que nem a bebida ou as poucas horas de sono conseguiam apagar. O detetive David jurava que estava na cola, que cobria cada passo e analisava cada pista, mas todas as malditas pistas esfriavam. Era como se ela tivesse evaporado no ar. Ela não deu as caras na casa dos pais. Os passos