O silêncio que envolvia as baias da Fazenda Santa Aurora era diferente de qualquer outro silêncio.
Não era vazio. Era vivo.
Misturava o som abafado dos cascos batendo contra o chão de terra batida, o farfalhar do feno sendo remexido pelos cavalos, o canto distante dos quero-queros sobrevoando os pastos e o vento que atravessava as frestas da madeira antiga carregando o perfume do capim recém-cortado.
A luz da manhã entrava em feixes dourados pelo telhado alto do estábulo, desenhando sombras