Três semanas depois do enterro de Amélia, a Fazenda Santa Aurora já não parecia a mesma. O luto permanecia espalhado pelos corredores da casa grande como uma presença invisível. Os arranjos de flores haviam sido retirados. Os visitantes haviam parado de chegar.
Os telefonemas diminuíram. As mensagens de condolências deixaram de aparecer. A cidade, como sempre acontecia, começava a seguir em frente. Mas dentro daquela propriedade o tempo parecia preso. Os relógios continuavam funcionando.
Os di