Os dias que sucederam o retorno de Raul Fontes de Alvarenga à Fazenda Santa Aurora pareciam todos iguais.
O relógio continuava marcando as horas, o sol ainda nascia atrás das colinas e desaparecia lentamente por trás dos pastos ao entardecer, mas, para ele, o tempo havia perdido completamente o sentido.
A fazenda seguia viva porque a terra nunca permite que o sofrimento interrompa seu ciclo. Antes mesmo do primeiro canto dos galos, os peões já cruzavam o terreiro em direção aos currais.
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