Era uma manhã de sábado banhada por um sol dourado e límpido, típico das manhãs mais bonitas da primavera nos campos da Serra. No interior do quarto principal da nova sede, Luana estava de pé em frente ao imenso espelho de moldura rústica. Suas pernas, embora ainda trêmulas pelo esforço hercúleo da reabilitação, sustentavam sozinhas o peso de seu corpo. Ela respirava pausadamente, contemplando o próprio reflexo. O vestido de noiva, confeccionado sob medida, era uma obra-prima no estilo sereia: