O baque seco da porta da cobertura ecoou como o primeiro trovão de uma tempestade que Daniel não sabia como conter. Transtornado, com o sangue pulsando nas têmporas e o calor do tapa ainda vibrando em seus dedos, ele avançou pelo corredor do hall na tentativa desesperada de alcançar Vanessa.
— Vanessa, espera! Volte aqui! — ele exigiu, a voz embargada pela urgência.
Ela apressou os passos pelo corredor de mármore do edifício, mantendo a mão espalmada sobre a face esquerda, que já ostentava uma