Luana desligou o celular num movimento instintivo, o coração martelando contra as costelas.
— O que você está fazendo aqui?
Daniel deu um passo para dentro, fechando a porta com um estrondo atrás de si. O rosto, antes amigável e suplicante, estava transfigurado. A veia em sua têmpora saltava e os olhos pareciam injetados.
— "Saudade"? "Volto logo"? — Daniel repetiu as palavras dela com uma voz rouca, carregada de veneno. — Então é isso, Luana? Enquanto eu chorava por você, achando que estava m