As palavras não saíram com qualquer ênfase sexual. Saíram com raiva, uma raiva fria e cortante.
- Você fala como se me culpasse, Cézar. Se bem me lembro, não foi eu quem se aproximou de você, cruzando a linha.
- E culpo. – respondeu, endurecendo ainda mais sua expressão. – Você é culpada por me fazer perder a sensatez. Por pensar em obscenidades o tempo todo.
-Não te pedi para me beijar. E se nós não tivéssemos sido apanhados pela tempestade...
- Mas nós fomos, não é? – ele respondeu com um sor