Lorena
Dois meses. Oito semanas exatas.
Eu sabia porque tinha contado.
Cada dia.
Cada silêncio.
Cada jantar em que nos sentávamos frente a frente sem saber o que dizer.
O tempo não passava — ele se arrastava.
As coisas entre mim e Felipe continuavam estranhas, como se estivéssemos pisando em cacos de vidro o tempo todo, tomando cuidado para não tocar nas feridas um do outro. Existia carinho, existia preocupação… mas não existia mais leveza.
Não existia mais “amor”.
Não existia mais “minha linda