Lua
Lua descobriu, depois de vinte minutos caminhando pelo shopping luxuoso onde Augusto a levou e a acompanhava com a discrição impecável de quem era capaz de proteger alguém sem parecer uma sombra; que existia um tipo muito específico de humilhação em estar cercada por vitrines bonitas demais.
Não era agressiva, daquelas que gritavam em sua cara ou apontavam defeitos com crueldade aberta.
Era pior, silenciosa, polida e perfumada de riqueza.
Iluminada por lustres modernos, refletida em pisos d