Lua não sabia o que dizer, as palavras pareciam espalhadas dentro da cabeça, sem formar frase alguma. Ela piscou uma vez, depois outra, enquanto tentava encontrar um ponto seguro no ambiente. A chaleira, o vapor subindo da caneca, a colher sobre o pires, o vaso de hortelã, a borda da mesa, qualquer coisa que não fosse o rosto daquela mulher sorrindo como se não tivesse acabado de invadir seu refúgio.
Seu estômago se contraiu, a língua parecia uma lixa. O pulso começou a bater em uma velocidade