Naquela noite, depois de desligar o telefone, eu não consegui dormir.
Às três da manhã, o bebê deu um chute na minha barriga.
Passei a mão na barriga e fiquei totalmente desperta.
Não importava de quem o Ignácio era filho, pois isso não mudava o que o Álvaro havia feito.
Afinal, ele tinha mandado eu abortar o nosso filho.
Ele me entregou uma guia de aborto como se fosse a única solução.
E, do começo ao fim, ele nunca me perguntou se eu estava disposta a fazer aquilo.
Esses fatos não iriam desapa