Naquela noite, depois de desligar o telefone, eu não consegui dormir.Às três da manhã, o bebê deu um chute na minha barriga.Passei a mão na barriga e fiquei totalmente desperta.Não importava de quem o Ignácio era filho, pois isso não mudava o que o Álvaro havia feito.Afinal, ele tinha mandado eu abortar o nosso filho.Ele me entregou uma guia de aborto como se fosse a única solução.E, do começo ao fim, ele nunca me perguntou se eu estava disposta a fazer aquilo.Esses fatos não iriam desaparecer apenas por causa de uma ligação.No dia seguinte, fui para a aula normalmente.Durante o intervalo, recebi uma mensagem de um número desconhecido.[Olá, Sabrina, aqui é a Inês.]Encarei a tela por uns dez segundos, mas não respondi.Então, ela me mandou mais uma mensagem.[Podemos nos encontrar? Eu queria te explicar a situação do Ignácio.]Digitei algumas palavras e as apaguei em seguida, acabando por enviar apenas uma única palavra.[Desnecessário.]Ela não enviou mais nada depois disso.
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