Capítulo 10: O Espelho da Matriarca (Ágata / Giulia) Livro II
O amanhecer em Nápoles tinha uma cor específica: um azul pálido que refletia nas águas do Golfo e entrava pelas frestas das janelas da Villa Vincenzo como um lembrete de que a noite de segredos havia acabado.
Eu, Ágata, sempre fui uma mulher de rituais. Acordar antes do sol me dava a vantagem estratégica de observar o tabuleiro antes que as peças começassem a se mover. No entanto, naquela manhã, o silêncio na ala leste não era o silê