Lilly
Depois de passarmos o dia inteiro em casa, como se o mundo lá fora tivesse tirado folga junto com a gente, James pergunta se eu quero fazer algo, sair um pouco, ver gente, fingir que somos socialmente funcionais. Eu penso por alguns segundos e respondo com a coisa mais honesta que me vem à cabeça
— Na verdade, eu tô com vontade de pedir pizza.
Ele me olha como se eu tivesse acabado de confessar um crime.
— Você tem paladar de criança — diz, com um sorriso torto.
— E você adora — retruco, rindo, já pegando o telefone.
Enquanto ligo para a pizzaria, escuto a campainha tocar. Meu primeiro reflexo é o pânico. Olho rápido para James. Moletom. Sem camisa. Cabelo bagunçado. Cara de quem passou o dia inteiro em casa comigo e gostou disso. Meu coração dá um pulo desconfortável.
— Se forem meus pais, eu me jogo pela janela — murmuro.
James ri e vai atender. Continuo falando com a atendente, mas minha atenção já foi embora. Quando desligo e olho para a porta, o alívio du