Helena desceu as escadas em silêncio, o chão frio sob os pés descalços. O relógio da sala marcava quase três da manhã. A casa estava quieta, os meninos dormiam, e ela estava com sede também.
Ao entrar, encontrou Elvira sentada à mesa, o rosto pálido refletido no copo d’água que ela encarava como se fosse um espelho. Seus olhos vermelhos denunciavam que não era apenas sede o que a trazia ali.
“ O que faz acordada a essa hora? Pensando em seus pecados?”, perguntou Helena, pegando um copo no armár