Leyla Demir
O vestido pesa mais do que qualquer par de jeans e camiseta que já usei. É uma criação de seda cor de champanhe, com uma leve aplicação de bordados prateados que cintilam a cada movimento.
Foi um presente de Eleonor, entregue por uma estilista francesa que veio à cobertura apenas para me medir.
— Quero que você brilhe, minha querida. — Ela disse, com aquele sorriso que é, ao mesmo tempo, uma ordem e um carinho.
Estou brilhando, sim. Mas, por dentro, sinto-me como um vaga-lume preso