Luiz olhou para baixo. A mulher agarrada às suas pernas era a mesma amiga de infância que ele sempre achou que precisava de proteção e mimos constantes. Naquele instante, no entanto, ela não passava de uma estranha que lhe causava uma repulsa profunda.
Com um movimento contido e carregado de desprezo, ele moveu a perna e chutou a mão dela para longe, soltando-se daquele aperto patético.
— A partir de hoje... — Disse ele, virando as costas para não ter que olhar para o rosto arruinado da mulher.