Mundo ficciónIniciar sesiónElena, que fora a paixão arrebatadora da juventude de Theo, e eu engravidecemos simultaneamente. Para preservar a reputação de Elena, ele declarou que a criança dela era sua, enquanto fazia com que o meu bebê que, na verdade, era dele fosse considerado ilegítimo. Quando o confrontei, ele disse: — Elena ainda não possui seu companheiro. Se o Conselho dos Lobisomens descobrir que ela está grávida fora do matrimônio, ela será expulsa da Alcateia Rosa Negra! Tenho que ajudá-la! Logo depois, enquanto Theo acompanhava Elena para o exterior, onde ela daria à luz, os pais dele me forçaram a abortar e, quando ele retornou, eu já havia desaparecido.
Leer más— Eu lhe enviei um buquê de tulipas diariamente e escrevi uma carta para você a cada amanhecer. Você os recebeu? Você leu minhas cartas?Parecia que ele ignorava o fato de eu já ter ingressado na Academia Médica dos Lobisomens.— Você não precisa mais enviar. — Disse eu, com uma serenidade quase gélida.— Não, eu continuarei enviando, até que você me perdoe, até que você volte para mim.O ambiente congelou por um instante, e uma leve impaciência começou a pulsar em meu interior.— Eu vim aqui para encerrar oficialmente o vínculo de companheiros com você.Parecia que Theo desejava dizer algo, mas ele apenas abriu a boca e tragou as palavras.Elena, incapaz de suportar mais aquele clima de tensão, rompeu em lágrimas e tentou, em nome de Theo, argumentar:— Theo se tornou assim por sua causa, por que você não pode perdoá-lo? Ele realmente amou a pessoa errada!— Cala a boca! — Repreendeu o Theo, com uma frieza que cortava o ar.Eu suspirei, deixando escapar uma voz carregada de amargura:
“Querida Aria, você está cordialmente convidada para comparecer à cerimônia de aquisição do Grupo Rosa Negra pelo Grupo Thorn.”O cartão fora escrito à mão e eu reconheci de imediato a caligrafia inconfundível do meu padrasto.— Você vai adquirir o Grupo Rosa Negra? — Perguntei ao meu padrasto, com os olhos arregalados.— Como eles vão aceitar isso?— Eles não terão alternativa. Se recusarem, acabarão falindo. — Respondeu ele com um sorriso confiante.Me lembrava das vezes em que meu padrasto havia jurado a Theo que faria a família dele pagar, mas jamais imaginei que ele conseguiria tal façanha em apenas seis meses, sobretudo considerando o preço exorbitante que os concorrentes estavam dispostos a pagar.— O que houve? Você não está contente? Ainda sente pena daquele canalha?— Claro que não. — Balancei a cabeça, me sentindo um pouco desorientada. — É só que, mesmo tendo me vingado, minha criança jamais voltará.— Você encontrará alguém que realmente ame você e valorize você! — Minha m
Depois de adentrar a alcateia do meu padrasto, Alfa James, finalmente compreendi o porquê de a família de Theo o nutrir com tanta estima. A alcateia de James, vasto e imponente, era duas vezes maior que a de Theo, o que explicava a elevada consideração a seu respeito.— De agora em diante, aqui é a casa sua! — Disse James.Ele me conduziu até sua propriedade e preparou um quarto acolhedor, com uma ampla varanda que se estendia, prometendo novos ares. Ao relembrar o quarto escuro e úmido em que fui confinada na mansão de Theo por quase cinco longos meses, senti uma tristeza aguda; contudo, o novo lar, com sua luminosidade e espaço, fez com que eu me sentisse amada novamente, como se uma esperança renascesse.Na primeira noite em minha nova casa, me deparei com uma longa carta de desculpas enviada por Theo. Nela, ele afirmava que, enquanto permanecia ausente com Elena durante o parto, pensava em mim a cada dia e tentava incessantemente me ligar, mas eu não atendia; alegava ainda que hav
Theo fitou minha barriga, e seu semblante revelou uma perplexidade quase insuportável.— Aria, você não estava ainda um pouco distante da sua data prevista? Você teve o bebê de forma prematura?Eu o ignorei e entrelacei meu braço com o de minha mãe, me dirigindo vagarosamente em direção à saída da mansão. Porém, ele não se conteve e me agarrou com insistência.— Aria, estou perguntando. Onde está nossa criança?Meu padrasto interveio, o empurrando de lado com firmeza.— Você é Theo? A maior desgraça da vida da minha filha foi conhecer um companheiro como você! O único alívio é que esse bastardo ainda não a marcou!— Filha?Theo lançou um olhar acusador para meu padrasto e, em seguida, o fixou em mim.— Quando você arranjou um pai? E onde está o nosso filho? Me diga. Onde você escondeu o nosso filho?— Esse bastardo está morto! — Respondeu a mãe de Theo antes que eu pudesse replicar.— Morto?! Não, não, isso não é possível! — Theo cambaleou para trás alguns passos e continuou, com a voz





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