AIDEN
O telefone vibrou sobre a mesa de apoio pela décima vez.
O nome "Cássio Cupertini" brilhava na tela como um lembrete persistente da coleira que eu tentava arrebentar há anos.
Ignorei, mantendo meus olhos fixos em Nayla. Ela via a tela acender, via minha recusa, mas mantinha o rosto colado na janela, o silêncio dela sendo mais barulhento que o toque do celular.
Quando a insistência se tornou insustentável, bufei e me levantei bruscamente.
O ar na cabine estava rarefeito demais