O tecido pesado do vestido de noiva deslizou pelo meu corpo como uma armadura inútil, caindo em um amontoado de seda branca e poeira no chão do banheiro.
Entrei na banheira, a água escaldante contrastando com o frio que havia congelado a minha alma.
Mergulhei. Afundei a cabeça até que o mundo exterior sumisse, permitindo que a água abafasse os meus pensamentos por alguns segundos de sufocamento voluntário.
Sob a água, o silêncio era absoluto, mas a minha mente continuava gritando.
Era