Alina
Saí do banheiro deixando a água levar minhas lágrimas, com a toalha enrolada no cabelo e o roupão preso ao corpo. Sentei-me na beira da cama, tentando recuperar o fôlego, como se isso pudesse reorganizar também meus pensamentos.
Eric estava encostado na parede, de braços cruzados. Os lábios dele formavam uma linha rígida, parecia o alfa cruel que tanto falavam, a testa levemente franzida entregava o que ele não dizia em voz alta: estava avaliando, em silêncio decidindo o meu destino.