Renata.
Eu precisava da minha amiga para contar como tudo tinha acabado — como se nada tivesse acontecido, como se não fosse nada. Para contar como ele me confessou que, apesar de todo esse tempo, nunca tinha conseguido tirá-la da cabeça. Abrir uma garrafa de vinho com ela e chorar pela minha própria burrice.
Aquela mulher era minha amiga.
Ele nem piscou. Parecia outra pessoa. Sentado no carro, as mãos no volante, falando sem me encarar. Eu não merecia nem isso: que ele me olhasse nos olhos enq