–Essa é a casa da Júlia?– perguntou o homem na porta, com o tom firme e sério.
–É… É sim– Joaquim respondeu.
–Eu gostaria de falar com ela–
Joaquim olhou para dentro da casa, me encarando, e meu coração acelerou ainda mais.
Hesitante e com medo, caminhei até a porta, e Joaquim a abriu mais, parando de lado.
Era realmente ele. Leonardo estava ali na minha frente, em minha casa. Agora que sabia da verdade, tudo o que eu sentia era vontade de abraçá-lo e me desculpar por tudo, mas tive de me conter.
Ele estava sério, com o olhar indecifrável, mas ainda era possível ver a mágoa misturada àquele sentimento que sempre nos ligou.
Nós nos encaramos por longos segundos, cada um preso em seus pensamentos, até Joaquim pigarrear, nos despertando.
–Ah… A casa está uma bagunça, eu estava fazendo uma limpeza, mas podemos nos sentar no jardim se quiser– falei nervosa, sem saber como agir diante dele. Antes eu estava confiante na minha vingança e o tratava com indiferença sempre o afastando, mas agora