–Dália, meu amor, olhe para o papai, por favor–
Dália continuou encolhida, sem olhar para a câmera.
Ela havia se fechado outra vez, tal como naquele dia, anos atrás. As pessoas em quem confiava tinham falhado em protegê-la. Ela não se sentia mais segura, não confiava mais em ninguém… nem em mim.
–Eu disse que você mimou ela demais e acabou estragando a menina– Carla arrancou o celular da minha mão e desligou a chamada.
–O QUE VOCÊ FEZ COM A MINHA FILHA? VOCÊ BATEU NELA OUTRA VEZ, SUA MALDITA?!– gritei, furioso, dando a volta na mesa.
Carla recuou, o medo evidente em seu olhar, até não ter mais para onde ir, ficando encurralada contra a porta. Agarrei-a pelo pescoço com força.
–EU AVISEI VOCÊ! AVISEI QUE, SE TOCASSE NELA, EU MATARIA VOCÊ!–
–E-eu… eu n-não… n-não toquei nela!– respondeu com dificuldade.
Soltei-a, e Carla se apoiou na parede, buscando ar.
–Traga a minha filha agora. Ligue novamente para essa pessoa e diga para ela trazer a Dália. Ou você não sai desta casa com vida. Eu j