–Papai!–
Olhamos para porta fechada do provador, onde Dália dava batidas, e rapidamente nos afastamos.
Ajeitei meu vestido, e logo Leonardo abriu a porta.
Dália olhou para nós dois com seus olhinhos curiosos.
–A Helena me pediu para ajudar a abrir o vestido, vem, vamos deixar ela se trocar e depois vamos tomar um sorvete, você quer sorvete?–
–Sim!– Dália respondeu animada e Leonardo saiu do provador levando ela.
Levei a mão até meu peito suspirando enquanto tentava acalmar meus batimentos. Cada vez que nos bejavamos aquela tensão sexual entre nós dois era inevitável, talvez pela conexão até já existiu, ou pelo simples facto de que nossos corpos instantaneamente se reconheciam e se desejavam. Mas a verdade é que uma hora ou outra aquilo aconteceria.
Leonardo era um homem que estava solitário sem a companhia de uma mulher, apenas trabalhava e cuidava da filha, certamente já teve seus casos, mas agora que eu sou a namorada dele, e para me manter no papel, teria de cumpri