Me tornei na babá da filha do meu ex bilionário
Me tornei na babá da filha do meu ex bilionário
Por: Yunari princy
CAPÍTULO 1: promessas

Enquanto eu agonizava de dor na cama do hospital, correndo o risco de perder minha filha. Na televisão presa à parede eu podia vê-lo claramente.

Leonardo Almeida. 

O homem que me abandonou oito meses atrás, grávida, com a promessa de que buscaria um emprego para nos dar uma boa vida, a mim e à nossa filha, como família. 

Mas ele nunca mais voltou.

 E agora, no momento em que eu mais precisava dele, ele estava ao lado de sua esposa grávida, apresentando à sociedade a filha prestes a nascer, sua herdeira legítima, aquela que carregaria seu sangue e seu nome.

Enquanto as lágrimas escorriam pelo meu rosto, segurei meu ventre com firmeza, em uma súplica silenciosa para que minha filha resistisse, mas foi em vão...

Oito meses atrás

Eu estava nervosa, andando de um lado para o outro, sem tirar os olhos do teste de gravidez sobre a pia do banheiro da faculdade. Aquele um minuto parecia um ano, uma eternidade.

O alarme do meu celular tocou, anunciando o fim da espera.

Com as mãos trêmulas, alcancei o teste de gravidez e verifiquei: dois tracinhos.

— E-eu estou grávida...

Não podia acreditar em meus olhos, nem nas minhas palavras. Eu estava grávida. Um misto de emoções tomou conta de mim: surpresa, ansiedade, medo. 

Eu não sabia como Leonardo reagiria. Éramos apenas dois jovens universitários. Ele, um gênio no último ano do mestrado, com várias empresas de olho nele; eu, uma estudante do segundo ano de licenciatura.

 Nós dois éramos órfãos: ele fora criado em um orfanato e conquistara tudo com mérito e esforço; eu só tinha minha avó como parente. Em outras palavras, ainda tínhamos muito a fazer para estabilizar nossas vidas, e um bebê era uma grande responsabilidade que mudaria todos os nossos planos.

Hesitante, saí do banheiro e encontrei Leonardo do lado de fora, caminhando nervosamente.

Assim que me viu na porta, aproximou-se rapidamente e segurou minhas mãos com firmeza, encarando-me visivelmente apreensivo.

— Então? Já viu o resultado? — perguntou ele. Não consegui perceber, pelo rosto dele, qual resposta esperava.

Suspirei, tentando me acalmar.

— Deu positivo. Eu estou grávida.

Olhei para Leonardo, receosa da reação dele, mas o que vi me surpreendeu: seu rosto iluminou-se, os olhos se arregalaram e um sorriso largo tomou seus lábios.

— EU VOU SER PAI! — ele gritou, levantando-me do chão e começando a rodar comigo. — Eu vou ser pai! Eu vou ser pai!

Sorri, surpresa e emocionada com a reação dele. Eu não esperava que ele ficasse tão feliz. Vê-lo tão animado com a notícia acalmou minhas incertezas e medos.

Leonardo me colocou no chão com delicadeza.

— Me desculpe, me desculpe... Agora tenho que ter cuidado redobrado com você. Afinal, você está carregando nosso filho, nosso bebê. — Ele acariciou meu ventre ainda liso, com o olhar cheio de ternura. — Nós fizemos um bebê. Nós dois vamos ser pais. Vamos formar aquilo que nunca tivemos, uma família.

Não consegui conter a lágrima de emoção que escorreu pelo meu rosto, mas Leonardo a secou com o polegar, continuando a me encarar com amor.

— Então... isso quer dizer que você quer o bebê? — perguntei, ainda receosa.

— Mas que pergunta é essa? É claro que eu quero! Você vai me dar um filho. Como eu poderia rejeitar um pedaço da mulher que eu amo? Você vai me dar aquilo que eu nunca tive: uma família. — Ele aproximou o rosto do meu e tocou meus lábios em um beijo simples e apaixonado.

Aquele beijo era tudo o que eu precisava para me acalmar e acreditar que tudo ficaria bem com ele ao meu lado.

Leonardo se afastou apenas o suficiente para me olhar nos olhos.

— Eu amo você, Júlia. E sempre vou amar.

Sorri e o beijei novamente.

— Eu amo você, Leonardo. E estou feliz por carregar um pedaço seu dentro de mim.

Naquele momento, porém, uma preocupação me fez hesitar.

— Mas... eu não vou poder continuar no dormitório. As regras proíbem garotas grávidas. E eu não tenho onde morar aqui. Minha bolsa só cobre os estudos, e a cidade onde minha avó vive fica a mais de cinco horas daqui...

Leonardo me interrompeu com um beijo suave.

— Eu vou dar um jeito, não se preocupe. A partir de hoje, vou cuidar de você e do nosso bebê. Aliás, eu ia contar uma coisa... — Ele sorriu ainda mais. — Recebi uma proposta de um grande grupo empresarial da capital. A entrevista já foi marcada. Daqui a um mês vou até lá e, se tudo der certo, nossa vida vai mudar. Assim poderei cuidar melhor de você e do nosso bebê.

Ele envolveu minha cintura com as mãos, sorrindo com ternura.

— Vou cuidar de vocês hoje, amanhã e sempre. Nada vai faltar. Eu prometo.

E, com aquela promessa, voltamos a nos beijar, esperançosos e animados com o futuro que nos aguardava.

Os três dias passaram rapidamente e, quando percebi, já estava no aeroporto, com lágrimas nos olhos, despedindo-me dele. Eu não sabia por quanto tempo ele ficaria fora. Talvez fosse por causa da gravidez e da sensibilidade, mas eu não queria que ele fosse embora. Nunca tinha ficado tanto tempo longe dele.

 — Hey, pare de chorar, se não eu não vou embora e fico aqui com você. — disse ele sorrindo, enquanto secava minhas lágrimas com seus polegares.

 —E-eu só... Não quero ficar longe de você por muito tempo. — respondi tentando conter o choro.

 — Eu volto assim que ter a vaga garantida, e levo você comigo, está bem? —

 Confirmei com a cabeça, e vi ele sorrir.

Leonardo me acalmou com beijos, abraços e palavras suaves sussurradas em meu ouvido.

Depois o vi embarcar. Meu peito apertou com uma sensação estranha. Atribuí aquele pressentimento à saudade que sentiria nos dias em que não o veria. Pensar que aquela breve distância seria recompensada com anos ao lado dele até o fim de nossas vidas me fez sorrir novamente, cheia de esperança.

Quando voltei ao campus, recebi uma mensagem de Leonardo dizendo que já havia decolado. Desejei boa viagem e voltei a estudar para os exames do semestre. Afinal, eu também precisava me formar. Não podia deixar que ele arcasse sozinho com todas as despesas do nosso bebê.

No fim do dia, deitei-me para dormir. Antes, como de costume, peguei o celular e liguei para Leonardo para saber se havia chegado bem. Mas o telefone estava desligado.

"Talvez esteja sem bateria" pensei, acomodando-me na cama.

No dia seguinte, ao acordar, peguei o celular procurando por mensagens ou ligações dele, mas não havia nada. Tentei ligar e enviar mensagens, mas o telefone continuava desligado. E aquele pressentimento ruim voltou, mais forte.

"Ele deve estar ocupado se apresentando na empresa" tentei me convencer.

Fui para as aulas, tentando afastar a preocupação.

Ao voltar, liguei novamente. 

Nada.

 O celular continuava desligado. Aquilo já estava me deixando desesperada. 

Procurei os amigos dele e perguntei se tinham notícias, mas todos negaram, e quando tentavam ligar, também dava desligado.

O desespero começou a me consumir.

Corri até a administração da universidade para saber em qual empresa Leonardo havia se candidatado, já que as propostas costumavam passar por lá. Mas a resposta que recebi fez meu mundo girar:

Leonardo não havia aceitado nenhuma proposta.

Aquela informação me deixou ainda mais confusa e apavorada.

 Como ele não tinha aceitado nenhuma

proposta? Ele claramente me disse isso.

 Então, o que estava acontecendo? Onde ele estava?

   "Onde você está, Leonardo?"

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