— Vem cá… — me chama Dana ao se sentar na cama.
Deito em seu colo e não consigo mais conter o choro
— Por que eu, Dana? Por que eu tinha que nascer em uma família tão ferrada?
Enquanto faz carinho no meu cabelo, ela suspira antes de responder:
— Como entender crianças que são abandonadas pelos pais e acabam na rua? Como entender a violência que tantas sofrem dentro da própria casa? Os homicídios, as guerras… Não existe explicação para a falta de afeto humano, Ane.
Ela segura meu rosto com cuida