Ava acordou mais devagar naquela manhã, ainda sentindo no corpo o cansaço bom do dia anterior, misturado com aquela sensação rara de estar distante de tudo que vinha consumindo ela nas últimas semanas. O quarto permanecia silencioso, iluminado pela luz que entrava sem esforço pelas cortinas abertas e se espalhava pelas paredes claras, refletindo de volta aquela vista que ainda parecia nova demais para se tornar comum. Por alguns segundos, ela não se moveu. Ficou apenas ali, olhando o mar, como