A sala de interrogatório era fria, simples e silenciosa, iluminada por uma luz branca forte demais para aquele horário, como se tivesse sido feita exatamente para incomodar. O homem estava sentado de um lado da mesa, as mãos presas, o corpo imóvel e o olhar perdido em um ponto qualquer da parede, como se estivesse tentando se desligar completamente da realidade. Do outro lado, dois investigadores observavam cada detalhe com atenção calculada. Não havia pressa naquele momento, porque eles sabia