Dias negros.
Amélia Alder
Acordar e sentir a sensação macia da seda em sua pele foi como estar num sonho de verão, aqueles onde a gente não quer acordar nunca e quer ficar dormindo para sempre, mas como todo sonho bom, ele acaba um dia. Felizmente (ou talvez infelizmente?), o meu sonho de verão não tinha data para acabar, o que eu definitivamente não sei se é bom ou ruim.
– Eu deveria me acostumar com essa vista? – murmuro me sentando na cama e olhando pela janela de vidro a cidade a frente. A imagem é real