O silêncio que se instalou no tribunal após a leitura dos documentos era cortante, interrompido apenas pelo som rítmico de um relógio de parede que parecia contar os últimos segundos de liberdade moral de Maísa Brooklin. A juíza Thompson, com uma expressão de severidade que não admitia réplicas, ajeitou seus óculos e fixou o olhar na autora do processo. Maísa, pálida e com as mãos trêmulas sobre a mesa, parecia pressentir que o solo sob seus pés estava prestes a ceder definitivamente.
— Após um