~ Carlos
O envelope vermelho ainda estava na minha mão quando terminei de ler a carta. O papel cedeu entre os meus dedos sem que eu desse conta, enquanto o conteúdo se fixava na minha mente como uma marca impossível de ignorar. Mantive o olhar preso às palavras e às pequenas flores que se espalharam sobre a mesa, agora com um peso diferente. Cada pétala parecia carregada de intenção, de memória, de ameaça.
Senti a boca seca. O ar do escritório tornava-se mais pesado a cada segundo. O silêncio er