Capítulo 83
Lavínia narrando
Fomos atacadas em plena luz do dia, em um lugar movimentado, no pátio de um shopping. Quem faria isso? Não sei. Mas tem algo de podre no ar.
Quando cheguei em casa, meu marido estava nervoso ao telefone, falando com nem sei quem, aos gritos. Só escutei que ele marcou uma reunião urgente.
— Quero todos no galpão às dez da noite. Esse ataque às nossas mulheres não vai ficar impune! — ouvi quando ele gritou.
Depois, perguntou:
— Alguém já se manifestou? Já assumiu o ataque?
Do outro lado da linha, a pessoa disse que não, que ainda não sabiam quem foi. Vi meu esposo gritar mais uma vez:
— Quero respostas às dez horas. Todos no galpão!
Quando ele desligou o telefone, fui até ele, abracei-o e o beijei.
— Meu amor, tem algo de podre no ar. Não sei o que é, mas meu coração diz que você não deve ir a essa reunião.
Ele me olhou sério e respondeu:
— Amor, infelizmente eu sou o líder e tenho que estar lá. Mas, no sigilo,