POV: GABRIEL
Caetano me ligou numa quinta-feira de manhã.
Eu estava na segunda reunião de logística do dia, a menos urgente das três que entupiam minha agenda até o meio-dia, quando meu celular vibrou na mesa de vidro. O nome dele piscou na tela.
Ignorei.
Vibrou de novo.
Deixei pra lá.
Na terceira vez, levantei a mão, pedi licença com um aceno curto para a equipe e saí pro corredor.
— Fala — atendi, a paciência já no limite.
— Você comprou o apartamento de cima da Mari.
Parei de andar.