POV: MARI
A madrugada já tinha tomado a casa quando minha mãe foi dormir.
A porta do quarto fechou lá no fundo do corredor e, depois disso, ficou aquele silêncio meio torto de casa habitada: geladeira trabalhando baixo, um ruído pequeno vindo da rua, a TV que alguém tinha deixado num volume inútil e Bruno sumido no quarto cedo demais, com cara de quem fingia que não queria ver nada. Eu também fingi. Só que, naquela casa, fingir nunca durava muito.
Gabriel continuava no sofá.
Eu fui até