POV: GABRIEL
No Rio, o ritmo da Mari era diferente.
Não era grande coisa à primeira vista. Só o jeito de andar um pouco mais solto, a mão desenhando as frases no ar, o riso escapando sem ela segurar tanto. Mas era o bastante pra eu notar. Em São Paulo, ela parecia sempre com pressa de alguma coisa. Ali, não. Ali ela ocupava a rua como se a rua fosse dela também.
A gente saiu tarde de Ipanema e entrou num boteco em Botafogo que eu nunca pisaria sozinho. Mesa torta, luz amarela, ventilador no tet