DAVINA
O som grave da música vibrava através das paredes, uma melodia ascendente, abafando minha própria respiração. A luz vermelha do ambiente pintava a pele de Vincent com um brilho febril, sombras recortando seus traços afiados. Ele estava ali, meu príncipe sombrio, a única coisa entre mim e minha ruína.
Meus dedos tremiam quando ele segurou minha cintura, firme, como se me dissesse sem palavras que estava tudo bem. Mas não estava. Nunca esteve. Eu sentia os olhos famintos dos outros sobre n