“O contrato nunca mencionou amor. Mas também não proibiu.”
Coloquei o tecido de volta no lugar com cuidado para um objeto que não deveria significar nada. Virei as costas antes que o quarto me dissesse algo que eu não estava preparado para ouvir.
Fui para o banho, deixei a água quente bater na nuca e descer pelas costas enquanto respirava pelo nariz e soltava pela boca, tentando convencer meu corpo a abandonar alguma parte da tensão que parecia ter se instalado ali como hóspede permanente. Quando saí, vesti apenas uma calça de flanela e desci para o escritório.
Servi a dose de uísque e deixei o líquido descer com a lentidão calculada de quem está acostumado a medir efeitos antes de medi-los em consequência. Fechei a mão ao redor do copo, sentindo o peso do cristal, e por um instante inteiro minha mente voltou ao banheiro da noite anterior, como se aquela lembrança tivesse sido programada para emergir exatamente quando eu não podia fazer nada a respeito.
Ela estava encostada no box, o