Eliz
A pergunta dele me pegou desprevenida.
Não respondi de imediato, e o silêncio caiu pesado, falando mais alto do que eu gostaria. Baixei a cabeça, olhando para os meus pés.
Calendi tocou meu queixo com delicadeza e me fez encarar seus olhos. Um sorriso leve se desenhou em seus lábios — um gesto suave, educado, apenas para confortar.
— Não se preocupe. Eu sei que algumas feridas demoram a cicatrizar. — Ele retirou a mão e, em seguida, voltou a vestir sua máscara fria. — E é claro que