EDILENA NARRANDO:
Assim que saímos da boate, um manobrista logo estacionou a caminhonete de Guero. Ele caminhou tranquilamente até o lado do motorista, enquanto outro funcionário do valet abriu a porta para que eu entrasse no banco do passageiro.
Acomodei-me no assento, ajustando minha postura, mas ainda segurando os pedaços da minha calcinha e do sutiã rasgados no colo, como se aquilo fosse me dar alguma dignidade depois da noite que tive.
O silêncio dentro do carro foi rompido pelo som do rád