GUERO NARRANDO:
Atravessei o corredor com Edilena ao meu lado, sentindo a tensão dela na forma como seus dedos estavam gelados contra os meus. Empurrei a porta do nosso quarto e a deixei entrar primeiro, observando cada detalhe do rosto dela.
Assim que Edilena entrou no quarto atrás de mim, fechei a porta devagar, sem tirar os olhos dela. O silêncio que se seguiu foi denso, pesado.
Ela respirou fundo antes de dizer:
— Guero, obrigada por receber minha família.
O jeito como ela me olhava, com a