Elisa Martins
Acordei com o corpo estranho.
Não era só cansaço.
Não era só sono.
Era como se algo dentro de mim estivesse… errado.
Um enjoo pesado subia pela garganta, minha cabeça latejava e meus músculos pareciam não responder direito. Até respirar exigia esforço.
— Que sensação horrível… — murmurei, levando a mão à testa.
Tentei me levantar devagar, mas o quarto girou por um segundo. Fechei os olhos, respirei fundo… e então ouvi.
— Mamãe! Mamãe…!
A voz de Aurora.
Mas não era o tom leve de se