Anos antes
— Vamos trocar de lugar, agora você vai dirigir. — A voz do meu tio saiu mole por causa do excesso de álcool.
— Não. Amanhã. Já está escuro — aleguei sentindo o medo de errar ser mais forte que o de arriscar.
— Só uma volta — disse já parando o carro e tirando o cinto. — Não tenho sobrinho covarde.
Ele saiu do carro. Ainda tentei insistir, mas me vi no volante com meu tio ao lado ditando o que eu tinha que fazer para dirigir.
Apesar dele dar mais atenção a garrafa de cerveja que beb