Matteo
A noite ia alta. Estávamos na cama, abraçados, mas, por incrível que pareça, vestidos. Chegamos ali aos beijos, mas sentíamos que precisávamos conversar e acabamos apenas em um silêncio de abertura para o que viria.
— Eu começo. — Aconcheguei Ayla ainda mais em meus braços de forma que ela poderia ter acesso total as minhas expressões sempre que quisesse, e eu as suas. — Quando eu era adolescente, atropelei a mãe de um amigo nosso, na verdade primo. — Ela me encarou atenta. — Não foi de